A cultura do compartilhamento e como isso influencia o mercado imobiliário

Resultado de uma série de fatores que inclui aspectos culturais, tecnológicos e mercadológicos, a organização e o consumo coletivos têm ganhado cada vez mais força. Os impulsionadores da cultura de compartilhamento vão desde os valores da nova geração até o novo estilo de vida que a tecnologia tem formatado. 

Não é à toa que serviços compartilhados como Uber, Airbnb, iFood, Yellow e tantos outros tenham chegado para ficar. Confira como a cultura do compartilhamento está reconfigurando o mercado imobiliário:

Por dentro da economia colaborativa

Quando falamos em cultura de compartilhamento estamos falando da essência da economia colaborativa. O que é a economia colaborativa? Contrapondo a ordem da economia tradicional, é basicamente uma nova forma de organização social, cultural, mercadológica e, logicamente, econômica em que serviços, infraestrutura e recursos são compartilhados. 

Para a nova geração, o consumo não se trata mais de possuir coisas e sim de viver experiências e ter um estilo de vida condizente com seus valores. Nesse aspecto, a cultura da abundância está em destaque: acredita-se que não há recursos em falta, o que falta é o bom aproveitamento do que já se tem disponível. Por isso, naturalmente novas formas de possuir, consumir, usar, investir e negociar têm surgido.

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A NOVA GERAÇÃO DE COMPRADORES DE IMÓVEIS

Essas mudanças refletem nos mais diversos mercados brasileiros, incluindo o imobiliário, que é bastante sensível a cada alteração e precisa sempre se adaptar a longo prazo. Tendências têm se revelado e já são, na verdade, o presente. 

Imóveis compartilhados ganham força 

1 – Coworkings

A nova economia abarca uma nova forma de pensar o ambiente de trabalho. Feita por e para a nova geração, as empresas e colaboradores estão prezando por menos hierarquização, espaços mais abertos, troca de conhecimento e vivências, flexibilidade e participatividade. Por isso, coworkings têm sido tão procurados.

Além da questão cultural, o coworking colocou no mercado um modelo de locação muito menos burocrático que o tradicional. Segundo dados de empresas e consultorias que atuam no mercado imobiliário, em São Paulo, o aluguel de imóveis comerciais tem sido alavancado por espaços que abrigam justamente esse tipo de ambiente e locação.

E, não se engane, a procura por esses espaços não se restringe a empresas de serviços tecnológicos e startups. As empresas tradicionais também estão aderindo a coworkings.

2 – Colivings 

Não é apenas no trabalho que a colaboratividade no possuir se revelou. O coliving traz uma nova configuração para a moradia em que várias pessoas residem em um mesmo espaço, dividindo despesas e funcionalidades. 

E, muito mais do que residir, estamos falando em uma nova forma de investimento. Há um formato de investimento por cota, em que cada um possui uma participação na aquisição de um imóvel residencial e recebe um lucro proporcional com seu aluguel, ou mesmo, venda.  

3 – Self storage

Galpões e grandes espaços, antes ociosos ou mal explorados, podem se transformar em centros de distribuição coletivo para diferentes empresas ou ainda unidades de armazenamento tanto para pessoas jurídicas quanto físicas. 

Rede de parcerias imobiliárias é um dos reflexos da nova economia colaborativa

A atuação em rede amplia a capacidade competitiva da imobiliária, incorporadora e corretor. Nos Estados Unidos, as parcerias imobiliárias já é algo popularizado, e agora no Brasil também é uma tendência. 

Um corretor, por exemplo, não precisa captar as duas partes do negócio. Inserido em uma rede de parcerias, basta captar uma das partes: a outra parte está com outro corretor que pode já ter a encontrado ou vai acabar a encontrando.

Com o objetivo de criar um ambiente de interação e colaboração, o aplicativo Beemob foi desenvolvido justamente para estimular a parceria entre agentes imobiliários e acelerar o fechamento de negócios em todo o Brasil. Entre as vantagens, está a sua inserção no mercado e a ampliação da carteira de ofertas para encontrar o imóvel certo para seu cliente.

Como funciona: você pode cadastrar seus clientes e imóveis, gerindo sua carteira de forma centralizada. Além de permitir a busca de imóveis, o app tem um sistema inteligente que cruza dados e gera um match para você toda vez que um imóvel ou comprador compatível com sua necessidade for cadastrado.

Você pode salvar imóveis que achar interessante e ainda recebe alertas toda vez que um corretor favoritar alguma das suas ofertas. Outro recurso é o chat, que permite fácil conexão e negociação com outros corretores.

APLICATIVO PARA CORRETORES: BEEMOB PREMIUM

Enfim, essas são as principais influências da cultura de compartilhamento no mercado imobiliário, mas a lista é longa. Claro que não significa que o que já se construiu até aqui está ameaçado. Afinal, não estamos falando de vender um novo tipo de imóvel, mas sim de um novo jeito de morar, mais autêntico, prático e interativo mesmo em imóveis já tradicionais. 

Equipe Beemob

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